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RESUMO DEMONSTRATIVO DO LIVRO INSPIRAÇÃO E SENTIDO

 

RESUMO DEMONSTRATIVO DO LIVRO

 

INSPIRAÇÃO E SENTIDO 

 

                                       (Do Universo)

                                                            Alfredo Senger

 

Poesias, crônicas e contos que ajudam, motivam, consolam, refletem.  Com inspiração e sentido.

 

São Paulo,   2020

 

Direitos Autorais reservados.  Proibida reprodução e utilização sem autorização.

 

ÍNDICE

                                                                                                     

Página

Bula. 5

Advertência. 6

Prefácio. 9

Introdução. 11

  1. Uma História (conto) 15
  2. Inspiração do Universo (Crônica) 19
  3. Inspiração do Universo (Poesia) 21
  4. Lembres (Crônica) 23
  5. Lembres (Poesia) 24
  6. Paz Universal (Crônica) 25
  7. Paz Universal (Poesia) 27
  8. Um Ser é Um Universo (Crônica) 29
  9. Um Ser é Um Universo (Poesia) 30
  10. Sociedade (Crônica) 32
  11. Sociedade (Poesia) 36
  12. Sua Voz (Crônica) 45
  13. Sua Voz (poesia) 46
  14. Não (crônica) 48
  15. Não (poesia) 49
  16. Caminho (crônica) 52
  17. Caminho (poesia) 53
  18. Tudo Isso (crônica) 55
  19. Tudo Isso (poesia) 56
  20. Prelúdio de Uma Nova Era (crônica) 57
  21. Prelúdio de Uma Nova Era (poesia) 60
  22. Face a Face (poesia) 62
  23. Seu Nome (poesia) 65
  24. Hoje e Amanhã (poesia) 67
  25. O Verdadeiro Homem (poesia) 70
  26. A Inocência (poesia) 72
  27. Maria (poesia) 73
  28. Vênus (poesia) 75
  29. Ela (poesia) 76
  30. Canto ao Amor (poesia) 77
  31. Um Bom Dia (poesia) 78
  32. A Uma Flor que Secou (poesia) 83
  33. Você (poesia) 84
  34. Que (Benção de Poeta) (poesia) 85
  35. O Planeta das Ondas Revoltas (conto) 88
  36. Amor e Suor (poesia, com variações lógicas) 92
  37. Suor e Amor (poesia com variações lógicas) 98
  38. Meditação Votiva (10 orações e 10 princípios) 103
  39. Docinho (poesia) 107
  40. Sintonia Cósmica (poesia) 109
  41. Convocação (poesia) 111
  42. Mão-de-Obra! (crônica) 116
  43. Assistência (conto verídico) 120
  44. Mudar! (crônica) 123
  45. Circus Maximus (crônica) 126
  46. Dia (poesia) 128
  47. Luzes (poesia) 130
  48. Boas Novas (poesia) 132
  49. É Chegada a Hora! (poesia) 133
  50. Essa Música (poesia) 140
  51. Chagas da Vida (poesia) 142
  52. Além do Quarto (poesia) 143
  53. A Quem Interessar Possa (poesia) 144
  54. Conhece-te (crônica) 146
  55. Liberdade pela Ciência (crônica) 148
  56. A Juventude e o Porvir (crônica) 150
  57. Cinco Histórias (contos) 153
  58. O Fenômeno do Simples (crônica) 156
  59. Página Interrompida de Um Diário (conto) 158
  60. Progresso (crônica) 160
  61. Ação e Reação (crônica) 163
  62. Ah! Sociedade (crônica) 166
  63. Relação (crônica) 169
  64. Criação e Liberdade (cronica) 174
  65. Tanto Tango! (poesia) 175

 

  

Prefácio

 

A inspiração e a busca nos oferecem sensações, vibrações, cores, sons, conteúdos.

Sentidos, significados, imagens, símbolos, momentos, com letras e palavras como que dotados de sabor.  E nos oferecem entender e refletir o sentido.  Da vida e do cosmos.

 

Coloca-nos em contato com um universo muito amplo: de nossos valores, meditações, conhecimentos, experiências e sentimentos. 

 

Na poesia, aproxima a literatura da música e das demais artes.  É o motor de qualquer atividade importante e criação humana.  Desde o amor...

 

A poesia e outras formas de arte perpassam grande parte da literatura como um todo, com suas nuances e expressões sem limites e dotadas de significados e emoções sem limites.

 

Não nos restringimos à inspiração ligada apenas ao sentimento de a mor entre um casal, dos enamorados, como é mais comum.  Ou a um momento. 

 

Mas também do amor ao cosmos, ao universo, ao “estar aqui”, ao grupo e família,  aos amigos, ao país, ao mistério, às artes e ciências, conhecimento, às crianças, à natureza, em vários gêneros e graus.  

 

E a uma compreensão e até crítica da realidade. Que nos ajudam, motivam e acariciam.

 

Podemos notar que o princípio da inspiração, do sentido, da busca, é a vontade positiva, um grande amor voltado para fora de nós mesmos, que nos exterioriza e afirma como seres humanos racionais, sensitivos, sociabilizados no grupo, no universo, com a família, no trabalho, com o amor, com a natureza.

 

Tudo se passa como se uma energia misteriosa e irresistível, ousada, profunda, mística, acariciasse nossos corações e liberdade, beleza, amor e verdade. E de poder, o de poder mudar, amar, agir, descobrir, interagir, criar. 

 

O de estar em harmonia consigo e com o universo. O de realmente amar, e compreender e estar consciente.  Sem restrições ou lugares comuns. Para darmos sentido a tudo.

 

Luz de conteúdo e brilho considerável, abrangendo e superando toda sensação, ciência e arte, realidade, e limites.     

 

Inspiração e sentido.  Do Universo, que estimula nossos sentidos todos, como se houvesse o gosto das palavras!    Palavras que acalmam o lamento da alma!   Palavras que acariciam, nos ajudam e motivam!    Ajudando a viver.

 

 

 Introdução

 

Qual é o objetivo deste livro de literatura de arte, não de estudo ciência ou documentação? Oferecer leitura, naturalmente.  Entretenimento e prazer nessa arte.  Informações. Reflexões talvez. Incômodo de nos retirar do dia a dia e de nos escancarar o portal de saída para um universo desconhecido mas cheio de luzes. 

Ao mesmo tempo nos despertando, assustando e deixando curiosos.

E que possa nos inspirar e sentir o sentido das coisas.  Se não for demais presunção, da vida e do universo, de um pedacinho deles.

Uma inspiração e sentido amplo. Que não nos deixasse cercados de espaços vazios, sem inspiração nem sentido.

Como que nos abraçando com seus motes, palavras, casos. Calor e sentimento das poesias, reflexão e sentido das crônicas, emoção e aventura dos contos.

Uma ligação e relação discreta entre todos eles, palavra por palavra, frase por frase, parágrafo por parágrafo, página por página, tema por tema.

Vou escrever o texto a seguir desta Introdução, enaltecendo cada tema o escrevendo em itálico para se destacar dentro do texto.

Partindo de Uma História (primeiro tema) em forma de conto. Falando em seguida da Inspiração do Universo, o que ele nos faz sentir, descobrir e refletir, aprender.

Fazendo-nos com um Lembres, recordar do que há muito de útil e importante para nós no que já vivemos, sentimos, experimentamos, tivemos chance, conquistamos e até no que perdemos.

Valorizando a Paz Universal que o cosmos nos propicia, bastando olhar para suas estrelas e para o chão e caminho que pisamos.

Dando ideia de que também somos grandes, e Um Ser é Um Universo, como o de que participamos, e fazemos parte de uma Sociedade, devendo escutar Sua Voz, a de quem gostamos e de todos os demais.

Aprender não só a dizer sim, mas também Não e todos os sentidos que ambos possam ter ou abranger.

E a considerarmos nosso Caminho uma grande e fascinante aventura, repleta de desafios, mas também de oportunidades, inclusive de felicidade e sucesso.

E em Tudo Isso que acreditamos reunir, não esquecer da paz e da alegria, sem o que não usufruímos de nada.

Para então iniciar o Prelúdio de Uma Nova Era, para podermos nos olharmos e compreendermos próximos e profundamente, Face a Face.

Compreensão que elucide de fato para cada um de nós o nome que efetivamente seja também o nosso, Seu Nome.

O tempo do Hoje e Amanhã que se interpenetram, exaltando que fazem parte de nossos ambientes e realidades.

Que O Verdadeiro Homem e a verdadeira mulher têm que darem conta, conquistar, para poder dizer que estão vivendo e realizando.  E sentindo.  Tirando proveito.

Tentando não perdermos A Inocência, e qualquer outra virtude, para não deixarmos o brilho.

Sabendo que mesmo que não fiquemos sempre juntos, pelo menos não esqueçamos um nome simples como o de Maria, dos que fizeram parte de nossos momentos.

Que Vênus brilhando a cada fim de tarde e início de noite, nos abra o coração sem receios

Que Ela, a vida da alma, não pode se iludir mas também jamais esquecer

Só nos restando então um Canto ao Amor, imensos sentimentos únicos certos que podemos ter para termos em cada dia ao despertarmos, Um Bom Dia para nos saudarmos

E após muito tempo olharmos o que vivemos nos darmos conta de que como A Uma Flor que Secou, olhamos também para uma adormecida riqueza mas que mesmo já passada nos ilumina e não podemos deixar

E que poderemos sempre em nossa lembrança mesmo sem dizer o nome em meio às ondas do tempo que vão e voltam, chamar de Você

Nos abençoando com um sincero desejo “Que” (Benção de Poeta)

Não nos deixando perdidos nem abandonados com O Planeta das Ondas Revoltas

E para nos ocuparmos ao mesmo tempo nos motivando e dando forças e cansaço fazer-nos ter com muito proveito Amor e Suor, e depois Suor e Amor

Tanto no início quanto ao final do dia ou período, projeto, fazermos em pedido uma Meditação Votiva para nos fortalecer e empoderar, com suas luminosas orações e seus válidos e grandiosos princípios

Os prazeres todos que nossos anseios procuram e motivam são belos e jamais errados pois em equilíbrio e mérito, adoçando nosso paladar, corpo, mente, vida, como um Docinho.

E a inebriante sensação de êxtase e poder que a Sintonia Cósmica nos dá, com uma indescritível proteção.

Mas que em troca nos faz uma Convocação para abrirmos as portas para a luz em nosso mundo

Muito além do trabalho de uma simples Mão-de-Obra.

Mas com a boa vontade de uma sincera e nossa Assistência, àqueles que de mais ninguém a têm e por isso devemos a tudo Mudar.

Como uma corrida de um Circus Maximus em que de repente todos nós estivéssemos correndo para o futuro de cada um mas lado a lado nas pistas,  em um Dia de ação, repleto de Luzes, e de Boas Novas, nas quais percebemos com emoção de que É Chegada a Hora!

Um momento que como tudo fica melhor com música, Essa Música, que faz com superemos melhor até as eventuais Chagas da Vida,  onde houverem Além do Quarto que normalmente reduzido ocupemos, com detalhes que não deixam de lado sua paixão caso pudéssemos contar isso A Quem Interessar Possa.

Algo que não podemos jamais esquecermos é do conselho expresso na palavra Conhece-te, e com propriedade e estudo atingíssemos a Liberdade pela Ciência, com sensação de contar com A Juventude e o Porvir com essa conquista, escrevendo algo aleatório então nesse momento livre de expressão como Cinco Histórias, como tendo O Fenômeno do Simples, na Página Interrompida de Um Diário.

Não podemos esquecer de que temos oportunidade de Progresso, com toda Ação e Reação que possamos encontrar para atingi-lo, neste jogo.  Ah! Sociedade, que fantástica Relação temos oportunidade de encontrar contigo!   Com Criação e Liberdade.  Com Tanto Tango!  

 

 

1.    Uma História  (conto)

 

Ele era um menino muito alegre, saudável, cheio de vida e entusiasmo, nascido em uma casa de madeira de estilo “interior”; em uma boa família, herdeira de trabalho e de boa índole,.de luta, e de pessoas que gostavam de ler. De conversar e cantar.  

 

Tropeçava às vezes nas pedrinhas com as quais brincava na rua de terra que levava à parte alta do bairro, já em uma outra casa construída por sua família, mas nada havia além disso que tirasse sua tranquilidade.  

 

Tinha uma babá em um período em que sua mãe precisava trabalhar fora em um negócio próprio (salão de beleza)..

 

Vivia em uma pequena cidade do interior, a 100 km de uma grande metrópole.

 

Contava com quatro anos de idade, apenas, mas tinha o hábito de pensar e sentir intensamente, com profundidade, graças a uma grande paz e sensibilidade.

 

E o conteúdo desses pensamentos e sensações, disse-me ele já com mais de 30 anos,  eram quase iguais senão superiores, nessa época, aos que meditava quando adulto e formado.

 

Havia fatos concretos, outros mais distantes, abstratos, científicos e até transcendentais, mas nunca falsos, que sua mente captava, vibrava e analisava como se um motor e um propósito intenso empurrasse-o nessa atividade.  

 

Quem o via brincar com as pedrinhas, com um ar inocente e infantil, não poderia imaginar que pensamentos passavam por aquela cabecinha loira...

 

Gostava de examinar pedra por pedra, com seus traços róseos, prateados e azulados, comuns daquela região, e de sentir o vento rufando e acariciando as folhas e galhos das árvores - algumas ciprestes - que ladeavam a subida até o morro onde ficava o cemitério da cidade.

E um parquinho com algumas balanças e gangorras, onde ia brincar.

Mais tarde também ali próximo, foi construído um hospital.   A vida e a melhora, o lazer, e a grande passagem, lado a lado.

 

Vez ou outra brincava, enquanto pensava e sentia, de desenhar e de escrever na terra com as pedrinhas, símbolos, letras, palavras, como se estivesse distraído.  

 

Mais abaixo, sua mãe e avó vigiavam zelosas, enquanto conversavam presentes no terraço da casa, vizinhas, coisas do passado e do futuro...

 

E o vento passava e passava, dourado pelo sol e temperado pelas plantas, moldando suas mentes e acariciando seus corações com aqueles momentos cheios e amor e amizade.

 

Contou-me uma ocasião, que naquela época já gostava de música, de cantar e de olhar para belas paisagens, e que sentia a força de um destino atraente mas desafiador, uma ligação com algo divino, mas sem sacerdócio. 

 

Tinha conhecidos e amigos de todas as idades, e conversava tudo com todos eles, de forma bastante incomum à sua idade.

 

Talvez porque pensasse e sentisse tanto!

 

Lembrou-me experiências dessa época, a figura das revistas que folheava, as meninas, a  igreja, e a sorveteria com suas mesas tampo de mármore, o atraente néon verde e azul de um reclame luminoso de loja na rua principal, os caminhões e carros que iam e vinham pela rodovia ligando cidades e cruzando aquela pequena cidade do interior.

 

Lembrou-se também do sanduíche misto quente gostoso de um bar cheio de viajantes e do pessoal que saía de casa e do cinema vizinho para passear no jardim à noitinha.   E do leite com chocolate batido espumoso também tomado.

 

Os filmes e filmes daquele cinema na matinê dos domingos. Algumas cenas de feira e de alamedas – Paris!

 

Outros lances e grandes paisagens – Estados Unidos!  Alegres lugares da Europa, da Polônia e da Alemanha com suas casas típicas... mexiam alguma lembrança em sua alma.

 

Um  dia ele me deu a notícia de que alguns de seus pensamentos e sensações ocorriam como se houvesse um diálogo de si para consigo, do consciente para com o inconsciente, ou com alguém invisível mas manifesto de uma forma às vezes mais concreta porque infalível e forte.

 

Aconteciam em momentos verdadeiramente maravilhosos, quando tudo era amor, uma sensação de paz e felicidade, de sabedoria onisciente, com luzes envolventes.

 

Chamaria de “in” essa segunda “pessoa” ou colocação, que sempre traduzia-se em um fornecimento de grande energia e força renovadora.  E esperança.

 

E embora a maior parte das vezes o diálogo dele e de “in” ocorresse quando o sol já aquecera suficientemente todas as paisagens, havia dois instantes muito particulares, como se fossem símbolos: quando ele sentia e via intensamente o sol nascendo e vibrando as heras e a cerração desde o horizonte.

 

E o segundo momento, quando olhava à noite para o alto do céu repleto de estrelas – ao som suave das folhas e do vento ameno, entoado com as rãs e outros seres...

 

Como era gostosa e forte a vibração daqueles minutos!  Parecia que o tempo não existia, como se tudo fosse tão seguro e certo, e o amor e a luz espraiando por todo o universo...

 

Como se estivesse em um auge, bem alto, e pudesse contemplar tudo com uma vista completa e abrangente, até os mínimos detalhes, alcançando o verdadeiro perfil dos fatos e da vida...

 

Esses contatos, diria que com a natureza e com o universo, e com “in”, foram tão significativos para ele, que nunca mais os esqueceu, nem deixou de repetir, em maior ou menor frequência, ao longo de sua vida e dos trajetos que fazia de ônibus ou de carro.

 

Os teve nos seus momentos de maior e melhor criação, ao escrever, analisar, estudar.

 

Sentiu-os em todos os atos de vitória e ao livrar-se de perigos, apegou-se a eles tão logo surgiam tormentos, desfeitos pelo brilho desse sol e pela força dos ventos, riscados pelos raios que caiam como espadas brilhantes ceifando as nuvens escuras e firmando-se na terra mais concreta!

 

A essas energias e forças, nenhuma indiferença resistia, como que levadas pela chuva intensa e iluminadas pelos trovões.

 

A sensação era de que um contato eterno se estabelecera há muito tempo, e se tornava cada vez mais forte, trazendo proteção e trabalho, inspiração, trazida dos confins do cosmos sem limites, impulsionada pela vontade e pelo amor...

 

Uma inspiração e sentido. Do universo! 

 

 

2. Inspiração do Universo (Crônica)

 

Ao passar dos dias, acumulando em nossas lembranças tantas injustiças, violência,  orgulho, ódio e materialismos, a que assistimos ou sofremos, chegamos a perder forças, a imaginar que nada vale a pena realizar ou viver, que o mundo e a maioria das pessoas são tão vazios que não nos dão motivos nem à nossa própria presença aqui.

 

Cresce-nos em consequência uma sensação de peso grosseiro, como se de repente fossemos feitos de pedra, uma pedra mercadoria, só avaliada pelo que tivesse materialmente, pelos ingredientes que contivesse nos bolsos das calças e nas cuecas, nas paredes, na barriga, no corpo e nas vestes. 

 

Nada mais.  Nada mais...   Nenhum ideal.  Nenhum outro valor.

                            

Apesar dos contornos da realidade que exalta, o ângulo dessa sensação é muito reduzida, de pouco alcance.  De tão limitada, só aos pequenos e fracos de espírito consegue reter por algum tempo em seus limites.

 

Pouco a pouco, partes nossas vão se libertando e conseguindo enxergar melhor pelos pontos de escape.  A verdade!

 

Nasce-nos então uma reação natural, como fruto de uma inspiração, rejeitando aqueles limites e vibrações baixas, mas ao mesmo tempo clamando por vitória perante esses mesmos valores materiais, conquistando a terra e o mundo, mais riquezas e sucessos, pois nossos propósitos e mãos seriam as melhores...

 

Uma vez que não estão estreitados por aqueles valores.

 

Mas ainda nos faltaria algo.  Um esplendor e a própria paz, só trazidos pela verdadeira consciência, pela união que só o amor cria.

 

Mas a inspiração continua a nos acordar...   Pois a melhor conquista é aquela que se obtém sem precisar comprá-la com bens materiais, que é sincera e aliada incondicional, como uma doce e bela relação de corpo e de alma que nos queira sempre pelo que somos em nós mesmos!

 

Um prêmio eterno e não passageiro... Só alcançado por aquele que se conhece a si mesmo, seu principal aliado e seu maior inimigo... Um caminho que todos completaremos mais cedo ou mais tarde, tendo como vértice o próprio infinito!  E por guia essa admirável fonte de inspiração...          

 

 

3.    Inspiração do Universo (Poesia)

 

Sinto vontade às vezes

De correr, lutar, bater, ganhar

Conquistar, Enriquecer!

Exorbitar! Enaltecer!

 

- Esta é a tua vida homem da Terra, acontecendo,

Sem paz nem esplendor

Miséria de condições

Até que consigas compreender

Que és filho do Universo

E tens muitos irmãos!

 

- Que mulher ditosa!

Nossos corpos vibram em coro

Que prazer, minha perdição

O que não faço para tê-la bem,

Sempre comigo

Usar e ser usado e até amar

 

- Como te restringes!  Ficas só na superfície!

Teu destino é a solidão, traição e sofrimento

Não conquistas a não ser poucos bons momentos

Mas o melhor nunca sentistes

O mais fácil resulta mais difícil

 

- Quero toda a fortuna

Aparência e admiração

O poder de sempre ser lembrado

E também conhecido

Realizar e produzir não importa o que

Mas também ser bem recompensado

E

um só momento,

 

Que a batalha continua,  teu principal inimigo

está no mesmo campo

E até na própria pele

Escuta, dize comigo:

Sou forte, belo e vivo

Inteligente, criativo

Racional, poderoso e bom

 

- Ouço tudo o que dizes

E compreendo.

Por um instante distorcido

Alienado, machucado

Revoltado, esquisito, esquecido.

 

Mas eu sou filho do Universo!

Com paz e esplendor, fortuna

De ser

Riqueza com todas as vidas

E tantos irmãos!

 

 

65. Tanto Tango! (poesia)

 

Pulsando, pulsando, pulsando

Como em um doce movimentado tango

Meu corpo o seu vai de amor delirando

Abraçado, enrolando, misturando

Resfolegando e mexendo, virando, apertando

Em tantos e tantos movimentos tangando

 

De formato romântico e solando

Como da música piano e até violando

Tanto tango amando amando

Tendo, dando, de qualquer ausência desesperando

Como se não pudesse ficar longe de ti ausentando

 

Todos os atos gerando

De instrumento jogando e rimas exaltando

Inteirinha te beijando

Como um gato tua pele lambendo

De todos os mais finos aromas perfumando

E minhas energias te doando

 

De um relógio vil de repende tocando

Misturado ao som de uma uruguaia ou argentina típica se abrindo

E bandoneando, bandoneando

Envolvendo, envolvendo

Respirando, respirando

Suspirando, descansando

De tanto, tanto

Vivendo e te amando

Com tanto tango!

 

 

 

Contatos com o autor: 

 

Alfredo Senger 

 

E-mails: 

 

alnovaterra8@gmail.com

 

site:      www.alfredosenger.com

 

vide também meu canal no Youtube, acessado pelo nome ”Alfredo Senger”