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LIVROS

 

 

LIVROS CONCLUÍDOS PUBLICADOS

Livros de Antologia em que Participou como Autor de Capítulo

  1. Apelo de Um Brasileiro In: Antologia Poética Scortecci - 14ª Bienal do Livro São Paulo.1 ed.São Paulo : João Scortecci Editora, 1996, v.1, p. 13-14.
  2. Circus Maximus In: Antologia de Contos e Crônicas Scortecci - 14ª Bienal do Livro de São Paulo.1 ed.São Paulo : João Scortecci Editora, 1996, v.1, p. 9-10. 

LIVROS CONCLUÍDOS A PUBLICAR

  1. Inspiração e Sentido (do Universo). Poesias, Crônicas, Contos.  Registrado. 

A inspiração e a busca nos oferecem sensações, vibrações, cores, sons, conteúdos, significados, imagens, símbolos, momentos, com letras e palavras como que dotados de sabor. 

Coloca-nos em contato com um universo muito amplo: de nossos valores, meditações, conhecimentos, experiências e sentimentos.  Na poesia, aproxima a literatura da música e das demais artes.  É o motor de qualquer atividade importante e criação humana.  Desde o amor...

E a poesia e até outras formas de arte perpassam grande parte da literatura como um todo, com suas nuances e expressões sem limites e dotadas de significados e emoções sem limites. 

Não nos restringimos à inspiração ligada apenas ao sentimento de amor entre um casal, dos enamorados, como é mais comum, ou a um momento.  

Mas também do amor ao cosmos, ao universo, ao “estar aqui”, ao grupo e família,  aos amigos, ao país, ao mistério, às artes e ciências, conhecimento, às crianças, à natureza, em vários gêneros e graus.  E a uma compreensão e até crítica da realidade. Que nos ajudam, motivam e acariciam. 

Podemos notar que o princípio da inspiração e da busca é a vontade positiva, um grande amor voltado para fora de nós mesmos, que nos exterioriza e afirma como seres humanos, racionais, sensitivos, sociabilizados no grupo, no universo, com a família, no trabalho, com o amor, com a natureza. 

Tudo se passa como se uma energia misteriosa e irresistível, ousada, profunda, mística, acariciasse nossos corações e liberdade, beleza, amor e verdade.  E de poder, o de poder mudar, amar, agir, descobrir, interagir, criar.  

O de estar em harmonia consigo e com o universo.   O de realmente amar, e compreender e estar consciente.  Sem restrições ou lugares comuns. 

Luz de conteúdo e brilho considerável, abrangendo e superando toda sensação, ciência e arte, realidade, e limites.      

Inspiração do Universo, que estimula nossos sentidos todos, como se houvesse o gosto das palavras!    Palavras que acalmam o lamento da alma!   Palavras que acariciam, nos ajudam e motivam!    Ajudando a viver.

 

  1. O Futuro do País - Os Otimistas.   Já registrado.

Livro com a edição da peça de teatro de mesmo nome.  Local Evento: Faculdade Costa Braga. Cidade do evento: São Paulo. País: Brasil. Instituição promotora: Aster Qualidade e Serviços. Duração da Peça: 60 minutos. Tipo de evento: Drama social-político. 

Trata das histórias do cenário social, político, econômico, críticos, do Brasil, através de uma peça (dentro da peça) montada por estudantes calouros de uma faculdade pública paulistana, retratatando fatos, desde os que poderiam ser lembrados e expressos em 1973, 1998 (na peça original), 2017 (na peça atualizada).

A inspiração para a peça foram atividades culturais desenvolvidas nos eventos como “trote criativo” quando o Autor cursou sua primeira faculdade, pública,  na fase mais brutal da ditadura brasileira na guerra “fria”, de 1970 a 1973

Isso se deu no Curso de Ciências Sociais da USP, e também a ida de parte dos alunos para evento “fechado e proibido” no 1º. Andar do Teatro de Arena com atores e estudantes encenando parte de peça demonstrativa do “teatro jornal” do teatrólogo Augusto Boal.

Nesse evento, se representavam notícias de jornais que normalmente são lidas pelas pessoas sem conscientização nem emoção que a notícia deveria provocar.  Ao fundo a mais famosa e linda Ária de Bach. 

A cena tendo atores marchando lentamente em passos de ganso dando a volta no salão, como um ritual macabro, com o da frente levantando uma lança tendo uma boneca em chamas esfumaçando e lançando clarões no salão em penumbra

E um outro ator declamando de forma insensível e alienada o texto de uma notícia sobre mortes de crianças no Brasil devido a problemas sociais e violência.  Impressionante. 

Na época, praticamente todos os alunos e calouros de todas as Faculdades da USP promoveram e participaram de programações culturais, teatrais, shows, literatura, etc., tendo os calouros à frente, no Auditorio do prédio da FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP). 

E todos os temas foram sociais, políticos, culturais.   Com a espontaneidade, espírito de contestação e renovação, entusiasmo, dinamismo e criatividade dos jovens e estudantes, em plena época das mais graves da história brasileira. da ditadura iniciada em 1964 e piorada em 1968.    O evento dos estudantes na USP foi inesquecível. 

 

LIVROS EM CONCLUSÃO

 

1. O Valor nas Ciências Sociais Aplicadas (em conclusão) - Volume I. Livro Acadêmico. , 2018. (Outra produção bibliográfica)

2. O Valor nas Ciências Sociais Aplicadas (em conclusão) - Volume II. Livro Acadêmico. , 2018. (Outra produção bibliográfica)

3. O Valor nas Ciências Sociais Aplicadas (em conclusão) - Volume III. Livro Acadêmico. , 2018. (Outra produção bibliográfica) 

Efetuamos adiante uma sinopse para esses 3 volumes de “O Valor nas Ciências Sociais Aplicadas”:       

A Humanidade se encontra, sem dúvida, em um momento e oportunidade cuja intensidade e criticidade nunca antes vislumbramos. 

Não se trata mais de obter grande e rápido progresso econômico e tecnológico, e mesmo social que nunca foi até agora atingido na mesma proporção. 

Trata-se antes de mais nada de sobrevivermos como seres humanos.  Sem perdermos nossa natureza e ambientes, nossa identidade e cultura, ou seja, tudo o que é mais difícil. 

E conquistarmos algo mais difícil ainda já que não conseguimos sucesso em escala significativa, planetária, nessa conquista.  

A da governança e da sustentabilidade, em sentido integral, o que já envolve possibilitar acesso e participação, liberdade, igualdade e fraternidade, a toda a Humanidade.   Uma vida digna e de qualidade aceitável. 

Estamos descobrindo que nossa superação não se dá apenas produzindo mais e melhor com menos custos, nem em “termos” mais bens, títulos, conhecimentos e tecnologias utilitárias e vantajosas apenas. 

Ou seja, para o que o mercado considera como utilitária, e vantajosa, estarmos empregados ou termos lucro (e não necessariamente valorização patrimonial) e poder no momento, ou em ser uma grande e famosa pessoa,  organização, sociedade, nem para um país em ter uma grande população. 

E quanto ao produto e resultado.  Não se vê sempre o seu lado como parte de uma sustentabilidade, ambiente.  

Há organizações que funcionam, e planejam seu produto olhando sempre à sua concorrência e mercado e não com o funcionamento e com o planejamento de produto que seriam efetivamente melhores e menos danosos e arriscados para o consumidor e sua sociedade e ambiente. 

Se conseguem obter um produto menos durável, mais arriscado, e até de menor  qualidade, mas com custos menores e maior rentabilidade em um dado prazo, decidem fazê-lo. 

Tudo escolhem que lhes permita ofertar um preço e condições que, com apoio de seu investimento em propaganda, consiga atingir seu mercado, é a política que adotam. 

Isso na maioria de todo tipo de organização e na maioria dos países, fazendo com que a sociedade seja predominantemente apenas um mercado, de banalidades e sem maior sustentabilidade e valor.  

E com trabalhadores que se tornam meras mercadorias descartáveis assim que não sejam mais produtivos e baratos. 

Quando muito se mantém algumas aparências de “marketing social” endeusando a todas as organizações como “boazinhas, empreendedoras e sempre benéficas”.  

O que não se pode generalizar a todas as pessoas nem a todas as entidades. 

Quadro que torna aviltados os cidadãos das sociedades ditas desenvolvidas e mais ainda aqueles de países que ainda não conseguiram atingir esse grau. 

Não importa se uma pessoa, “candidato político”, marca, organização, ideia, produto, bem, tecnologia, tenha um grande potencial, valor, vantagem, seja mais avançado. 

Se não forem mais divulgados, famosos, envaidecerem seu consumidor ou adepto apenas por ser seu consumidor ou adepto, de algo mais famoso e consagrado, fetichizado, mais aceito. 

Recentemente uma pesquisa demonstrou que, mesmo preferindo o sabor de um dado refrigerante concorrente de outro mais famoso, de marca mais consagrada, uma boa parte dos consumidores preferiam adquirir e consumidor o da marca mais famosa. 

O ser humano é aquele ser que, estando em um auditório, por exemplo, mesmo sabendo que a saída para o local em que deseja ir é mais curto por uma dada porta, prefere sair pela porta pela qual a maioria está saindo, mesmo tendo que andar mais em seguida. 

Isso ocorre também em relação a comportamentos, idéias, conhecimentos, valores, líderes, pessoas, artistas, propostas, bens e produtos em geral, consumos e modas. 

A vaidade de ser reconhecido e valorizado, aceito, ou pelo menos não ser discriminado e rejeitado, de fazer, apreciar, querer ser, o mesmo que a maioria faz, aprecia e gostaria de ser.  

Isso seria, como dizem os místicos, a origem de todos os erros, males do ser humano. 

A vaidade seria o pior “pecado `capital”, pois daria origem aos demais.  Embora muitos consideram ser também o medo, que nos leva a cometer atos os mais inadequados e perversos acreditando que isso nos protegeria. 

A vaidade seria também a maior força de manter a grande maioria dos comportamentos, ideias, conhecimentos, valores, líderes, pessoas, artes, propostas, bens e produtos em geral, consumos e modas, medíocres. 

Pois o sinônimo de ser excelente, para tudo isso, comportamentos, idéias, conhecimentos, valores, líderes, pessoas, artes, propostas, bens e produtos em geral, consumos e modas,  é principalmente o de ser e ter a sua “diferença”, na qual tivesse o maior destaque, dando-lhe efetivamente uma identidade. 

Excelência pessoal.  Excelência organizacional.  O que dá mais ação positiva, acesso e participação, visão, valor, inovação, sustentabilidade, vivência, destaque, agrega mais valor a tudo em todo momento.  Essa é a verdadeira “chave do sucesso”. E da felicidade.     

Apesar de já haver preocupações e mudanças nessa ordem.  Mas a situação geralmente ainda é outra.  Que extrapola e se fortalece, como um moribundo pouco antes de morrer. 

Que ainda tudo banaliza, deteriora, desvia, desumaniza.   Que ao mesmo tempo encarece, prejudica, descapitaliza e desagrega. 

Que ao mesmo tempo que propaga e dissemina, por ser em si negativa, restringe outras possibilidades melhores, contamina,  desvaloriza, violenta e deteriora os ambientes. 

É algo surrealista.  Como um grande organismo que fala o tempo todo em utilidade, vantagem, progresso, enriquecimento, sucesso, competitividade, mas que pratica as maiores inutilidades, desvantagens, atrasos, empobrecimentos, fracassos e crises, mediocridades.  

Porque não tem, principalmente,  visão, nem a considera.  Como se não enxergasse a si próprio e aos demais, o ambiente verdadeiro, e não gerasse por isso, com maior intensidade e qualidade de relações sociais, adequadamente, um mecanismo de abordagem que consideramos inusitada e, estrutural e funcionalmente, oportunas para se compreender o objeto das ciências sociais de modo geral. 

O universo todo interage, se relaciona.  Para a ciência oficial ou mais divulgada, acessível, se relaciona só fisicamente, com exceção do planeta Terra. 

Para outros, com outra visão, o universo todo interage, se relaciona, de forma integrada:  natural física e biológica, social, e espiritual. 

Evoluímos consideravelmente nas ciências, conhecimentos, tecnologias, competências “vantajosas”, produtos. 

Mas ainda não somos capazes, competentes, nem atingimos um grau de podermos ser considerados verdadeiramente “sapiens” nem humanos. E muito menos “demasiadamente humanos” como sonhava Nietzche.  

Isso principalmente a partir do surgimento de nossas sociedades, como que expulsos de um paraíso das pequenas comunidades originais que coexistia mais diretamente com um ambiente natural e mesmo social intenso e verdadeiro, sem desigualdades. 

Mesmo sem muito conhecimento nem bens (havia em torno de uma centena apenas). 

Longe de considerar ideal manter o ser humano sem a posterior evolução.  Mas lembramos que ao longo desse processo conquistamos muita coisa. 

Mas ainda não recuperamos algumas coisas que senão perdemos, enfraquecessemos.  Nem nossa igualdade “primitiva”.  Nem sua espontaneidade.  

Nunca mais fomos tão “ingênuos”, simples, sinceros.  Verdadeiras crianças. Éticos ao considerar que não se podia viver só, nem sendo hostil a qualquer um da tribo. 

Talvez o consumo de alguma coisa, alguma “fruta” pecaminosa, como dizerm os místicos, tenham nos lançado o desafio de tomarmos a iniciativa de evoluirmos. 

Com o nosso próprio esforço.  Erros e acertos.  Sem igualdades. E com os consequentes sofrimentos. 

Nossos sistemas materialistas predadores, que surgiram com as próprias sociedades há mais de 6.000 anos, que há 1.000 anos vêm extrapolando suas características produtivistas-consumistas, ao longo de grande acúmulo de conhecimentos, recursos e poderes. 

E esses sistemas estão provocando com suas limitações éticas e sociais as maiores crises e incompetências lógicas jamais vistas, além de devastar e “utilizar” de forma predatória os ambientes tanto naturais quanto sociais, deteriorando a ambos. 

Temos convivido com um gigantesco desafio:  como crescermos, desenvolvermos, produzirmos e consumirmos mais, sem aumentarmos nossos conflitos e devastações, já que não evoluímos ética e socialmente na mesma proporção e velocidade que crescemos materialmente?   

Somos mais ricos no total.  Mas estamos mais desiguais e desajustados na maior parcela da população.  E nunca tivemos tanta destruição ambiental e social quanto nos últimos 200 anos!  

Já somos capazes de destruir por completo em horas a maior parcela de seres vivos do planeta.  Inclusive a nós próprios. 

E ainda há os que insistem em que em nosso sistema atual temos as melhores opções e racionalidades, deturpando o que ainda tenham de bom valor. 

E desvirtuando todos os valores que de certa forma contribuíram para seu crescimento após serem por esses sistemas apropriados, como os do iluminismo, racionalismo científico, o dito liberalismo, o dito socialismo, a dita democracia – geralmente relativa e limitada infelizmente.   

Cada vez mais se discute a sustentabilidade, no resgate ou conquista vital pelas pessoas, organizações e sociedades, das condições e mecanismos que tornam possível sobrevivermos. 

Isso implica em não termos desigualdades nem carências significativas, de mantermos, reproduzirmos e reciclarmos nossas vidas e ambientes naturais e sociais de forma adequada, satisfatória e feliz.  

Sustentabilidade que principia com o equilíbrio, acesso, participação e governança organizacional, preservação e adequação dos ambientes (naturais e sociais). 

De nos relacionarmos bem para possibilitar tudo isso.  De jogarmos bem e sempre vencermos todos em um jogo que é o maior que existe, e paradoxalmente no qual há vários tipos de vitórias e vantagens. 

Mas que só é significativo como o principal jogo se todos vencermos de certa forma. 

Um jogo que surge do encontro dos ambientes naturais e sociais, que tem seus mecanismos universais e  do qual, queiramos ou não, todos nós participamos:  o jogo das relações sociais.  

No qual cada coisa tem um mecanismo de geração sequencial de visão – valor – inovação – sustentabilidade, simultâneo e próprio de cada coisa e também no seu conjunto, que se inicia e renova continuamente.  

Formando também um momento com nuances modificadas nesses ambientes em cada lugar, apoiados e originados nos contextos  passados e seus conteúdos e repertórios, se movimentando nos contextos atuais e orientados pelas suas visões, valores, inovações e sustentabilidades para gerar contextos futuros segundo o que possibilite nesse mecanismo que vive. 

Podemos que não existe nenhum momento idêntico a outro que tenha sucedido.  A cada momento tudo que existe, e cada um de nós, não é mais propriamente o que era no seu conjunto.  

Nos modificamos e ocupamos um lugar diferente no espaço a cada momento.   O universo todo se movimenta e se modifica a cada instante.  E junto com ele tudo que nele existe. 

Em nosso universo há bilhões de galáxias.  E cada galáxia com milhões ou bilhões de estrelas e sistemas estelares – a maior parte deles maiores do que o nosso sistema solar.  

E já sabemos que há um sem número de universos.  Como inúmeros globos ou bolhas soltos em um espaço descomunal e infinito. 

E ainda há quem acredite que estamos sós no universo (ou universos).  Que somos a única vida inteligente.  E que tudo que existe e acontece surgiu  do acaso.  E que cada um de nós surgiu, foi criado “de repente” do nada, e já inteligentes, assim que nascemos. 

Bem, este é, em sua maioria, o tipo de ser racional e inteligente que temos em nosso atual homo sapiens.   Capaz simultaneamente de tanto conhecimento e tanta ignorância.  De tanta grandeza e tanta pequenas.  De tanto sucesso e tanto fracasso. 

Que passa por sua mais rápida modificação.  Para sobreviver melhor.   Mude o que tenha que mudar.

E se pudéssemos voltar há 100 anos atrás, e pudéssemos evitar uma primeira e uma segunda guerra mundiais, a guerra fria com tudo o que provocou, outras guerras, e a frenética multiplicação da população do planeta por 10, toda a destruição ambiental que ocorreu, e já tivéssemos adotado intensamente a governança e sustentabilidade que por enquanto praticamente só colocamos em discussão? 

Creio que a maioria das pessoas, pelo menos sensata, proporia que tivéssemos feito tudo diferente.  Sem tanto equívoco.  Já teríamos  feito as uniões – inclusive a EU – União Européia, com todo o seu desenvolvimento, ainda maior, melhor e mais precoce, sem provocar as maiores guerras que já houve no seu território atual!   

Todos sem exceção poderiam estar melhores.  Mas desde que não precisassem sofrer essas guerras e crises para tomarem certas atitudes e decisões. 

Será que precisaremos quase ter o planeta todo devastado e empobrecido, faminto e sem água, miserável, ou destruído, para concluirmos em agir rápido e eficientemente para evitar isso?  

Esta é a abordagem deste livro, que não pretende ser a melhor identificação das principais origens e causas de nossos maiores problemas humanos e organizacionais, de nossas principais carências, e de suas soluções estratégicas e estruturais, mas de procurar aspectos importantes ao meu ver, nessa direção.  

O objetivo é identificar visões e valores, competências e recursos, modelos, que facilitem sucesso nas soluções e melhorias inovadoras para os indivíduos e organizações. 

Principalmente aqueles aspectos que exijam visão e valor, o “jogo” das relações sociais gerando inovação, e esta por sua vez, viabilizando a conquista do equilíbrio, da governança e da sustentabilidade. 

Não entraremos bem nas próximas décadas deste século XXI e certamente não sairemos bem dele se não fizermos essas importantes e até agora inéditas conquistas no aspecto global.  

O processo de formação e emprego de visão e de valor, através do jogo das relações sociais que induzem a inovação, permite a conquista da governança e do equilíbrio e  sustentabilidade, que no século XXI se torna tão decisiva perante suas novas realidades, que sem essa conquista não sobreviveremos como seres humanos. 

O jogo das relações sociais, a partir da formação, desenvolvimento e aplicação de um novo mecanismo inusitado, em novas estruturas e funcionalidades, se depara com seu momento mais decisivo neste século XXI. 

Esse jogo, nessa estrutura de funcionamento, mecanismo, pode ser muito bem aproveitado inclusive como método de projeto e análise: o de análise integrada de valor.  

E também pode servir para desenvolvermos um novo modelo de gestão, que poderia ser chamado de integrativo. 

Esse modelo pode ser aplicado desde uma pessoa, família, grupo, projeto, empreendimento, negócio, organização, até a uma comunidade e sociedade inteiras.

Abrangendo novas formas de atividades, ações, intervenções, tratamentos e terapias, nos planos físico, biológico, social (que já abrange o psicológico, o de negócio e administração, o econômico, o político, o educacional, o antropológico-cultural – valor), e o transcendental, que supera e abrange todos os anteriores.   .

O que se alerta também neste livro, é estarmos em uma grande transição, com o desafio de somente sobrevivermos se conquistarmos a nós próprios como indivíduos sociais, através da auto-consciência, da auto-realização, da governança e sustentabilidade.  Da integração.

E se é uma conquista a partir do indivíduo, significa que também o seja de cada grupo, organização, país.  É necessário que seja uma conquista de toda a Humanidade.  Ou do que sobrar dela, uma vez que há imensos desafios como nunca antes houve.  Fazer o inédito, o pioneirismo, sempre foi  um grande desafio.  

 

4.  São Bento São Paulo - A Revitalização Urbana e Social Através da Valorização e do Lazer. Livro Acadêmico.  2018. (Outra produção bibliográfica)

São Paulo, que mesmo apenas em seu município, sem contar com os inúmeros grandes e bem aparelhados municípios vizinhos que faz da região uma megalópole contínua, tem uma extraordinária história e presença.

É uma das mais antigas cidades americanas, tendo arquiteturas arrojadas e modernas, museus, salas de espetáculos e equipamentos urbanos da maior e mais desenvolvida, rica, agitada cultural e economicamente, metrópole do hemisfério sul, e a primeira ou segunda (conforme a consideração ou não de algumas áreas na cidade do México) maior metrópole das Américas.

Repleta de hospitais de ponta, e as melhores estruturas para turismo de negócios, exposições, do hemisfério sul.

Apesar de ser o Rio de Janeiro e a Bahia áreas de destaque no turismo internacional e nacional no país, São Paulo é a que mais turistas recebe do mundo e do país, não só para os negócios, feiras, exposições, eventos, mas também como atração. 

Sedia na região próxima, os dois maiores aeroportos do país, e tem no Aeroporto de Congonhas no meio da cidade um dos mais movimentados do país.   Tem atualmente a 2º. senão já primeira frota de helicópteros do mundo, acompanhado por Nova Iorque. 

Tem o segundo maior terminal rodoviário do mundo (o do Tietê), e a via urbana mais movimentada do mundo (as Marginais, que são contínuas).

Apesar de ter muitas áreas em que avançam as áreas pavimentadas e com cimento, prédios, construções, apresenta importantes áreas verdes e parques centrais e também nos bairros e periferias, e um grande Zoológico. 

Capital cultural e econômica da América Latina e do hemisfério sul, perfaz o terceiro maior orçamento público do Brasil, superado apenas pelo do Estado de São Paulo e do Brasil.

Tem sido por muitos anos a grande cidade e área econômica, cultural e tecnológica, que mais cresceu e se desenvolveu por décadas seguidas, no mundo, até recentemente.

A intensa imigração internacional e nacional que recebeu foi uma das maiores e mais rápidas do mundo, não parando ainda quanto a receber imigrantes,  sendo o maior contingente do próprio país, este de economia emergente apesar da crise dos últimos oito anos, com mais de 200 milhões de habitantes.

Naturalmente isso representou e ainda representa um grande desafio para o planejamento e qualidade urbana como um todo, havendo um grande contingente de pessoas morando mal, principalmente nas periferias e também em algumas partes próximas de bairros considerados “nobres” e os de “classe média”.

Como sabemos, a ditadura temia os grandes centros urbanos do sul e do sudeste, na época já mais conectados com outros países e com grandes centros culturais, universitários, de pesquisas, e da mídia jornalística, radiofônica e televisiva.

Pode-se dizer que, se não houvesse essa centralização e peso tributário e político federais, São Paulo, não apenas a cidade, mas o Estado como um todo, estariam com uma qualidade de vida e economia bem melhores, ao invés de terem passado por uma acentuada queda na produção industrial, o que se repete em todo o país.

E foi a produção industrial mais de tecnologia de ponta,  mais distantes das “commodities” (bens comuns) agropecuárias, a da indústria automotiva, mecânica, de bens de produção / equipamentos (à exceção das máquinas agrícolas), e outras do gênero, as que mais foram prejudicadas.  

São Paulo é afetada pela grande centralização política e tributária federal, e em parte estadual, e pelo desnível de representatividade política federal herdada do tempo da ditadura de meados da década de 1960 e até os últimos anos da década de 1980, desnível esse ainda mantido.

Os escândalos de corrupção política e de empresas, principalmente estatais ou mais ligadas às licitações “públicas”, embora não deixem de se dar no Estado de São Paulo, já que a presença da corrupção e da leniência legal é parte do sistema nacional como um todo, tem a presença maior de políticos e empresas de outros Estados, considerando as proporções também econômicas relativas de São Paulo em relação ao Brasil.

A indústria brasileira, que já colaborou com metade do valor do PIB nacional, hoje pouco passa dos 10% quanto a valor, mas com rombos quanto a investimentos de atualização tecnológica e de eficiência.   E a maior parte da indústria brasileira está no Estado de São Paulo, com destaque para sua Capital, São Paulo.   

São Paulo possui centros de excelência universitários e  de pesquisas na cidade e no Estado, dos mais importantes na América Latina e no mundo, inclusive nas ciências e tecnologias de saúde, de agronomia, biotecnologia e bioquímica,  de ciências sociais, e de engenharias de construção, de mecânica, elétrica e eletrônica, naval e aeronáutica, tendo na Universidade de São Paulo, que é pública, a que é considerada a melhor da América Latina e do hemisfério sul.

Apesar de toda essa pujança e de seu lemas “Conduzo. Não Sou Conduzido”, o de suas armas, e o de “São Paulo Não Pode Parar”, mais popular, a cidade tem passado por deterioração em áreas do seu Centro Antigo, decorrentes de vários fatores internos à cidade e ao Estado, e nacionais principalmente.

Há por isso uma certa vergonha e receio do centro antigo de São Paulo, identificado hoje também com a presença de atividades desorganizadas, restritas e sem higiene, de mascates e camelôs, tratados como contraventores pela administração pública, e também identificado com a presença de sacoleiras e mascates vindos da periferia da cidade e de outras cidades do interior.

Esses mascates veem a São Paulo para fazerem suas compras avulsas de mercadorias econômicas para revenderem em seus locais de origem.  E há aqueles mais capitalizados, que preferem fazer compras em Miami e Nova Iorque nos EUA (pelo menos até 2016).

Isso tudo mesclado à presença, na mesma rua ou em locais próximos, de hotéis de qualidade, de logradouros, lojas e restaurantes elegantes, consumidores abastados, mas não tendo mais o destaque que tiveram no passado (até a década de 1940 e início da década de 1950).  

O centro antigo ainda é identificado como área de proliferação de mendigos, consumidores e traficantes de drogas.

A imagem que muitos fazem da região do centro antigo de São Paulo, mesmo passando por uma revitalização urbana,  ainda é de uma área suja, insegura, e com as características de pobreza, carência e desorganização já descritas.

Enquanto houver essa imagem do centro antigo, e enquanto não houver uma maior intensidade e qualidade de atividades de lazer na região, o processo de revitalização local tanto urbana quanto cultural será prejudicado, havendo dificuldade para sua consolidação.

Não se trata, como poderiam pensar alguns, de se restringir o uso da área do centro antigo por mascates, nem a presença de sacoleiras,  mas precisa esse comércio ser desorganizado, sujo e contraventor?  

E os hotéis, utilizados pelas sacoleiras e mascates vindos do interior ou bairros periféricos, também necessitam serem tão sujos e desorganizados?    E os logradouros públicos: qual contingência os torna tão sujos e inseguros? 

Isso sem falarmos no principal problema atual dessa área:  uma sub-área no Centro Antigo, chamada de “Cracolândia”, literalmente ocupada por um grande contingente de viciados que resistem em desocupar o local, havendo uma “zona cinzenta” praticamente sem “responsáveis” e uma incompetência e desatualização das legislações tanto municipais quanto estaduais, para que os gestores públicos possam tratar adequada e definitivamente o problema.     

As cidades que fazem sua revitalização encontram grandes obstáculos para desenvolver e concluir etapas do processo, precisando empreender grandes esforços, principalmente de marketing para a revalorização da área e de suas características e atividades,  e ainda para manter integrados os diversos projetos, seus aspectos legais e de financiamento.

Uma área que oferece um interessante desafio para a análise de seu processo de revitalização e das atividades de lazer é a cidade de São Paulo

Quando cruzamos o centro antigo de São Paulo, pensamos nos motivos que levariam aquela parte da cidade, apesar dos esforços para sua revitalização nos últimos anos, a não ter esse processo acompanhado – em que pesem algumas iniciativas de peso mas que se diluem face ao tamanho da região e de seu desafio - de um maior aumento das atividades de lazer na região, ou de tê-lo prejudicado em sua imagem como se fosse sempre precário e restrito apenas aos mais pobres.

Aumentam as atividades de lazer na região, se considerarmos que fazem parte de seu processo de revitalização a reforma de prédios transformados em salas de espetáculos (a área da Estação Júlio Prestes, e o antigo prédio do DOPS - Departamento de Ordem Política e Social -  usado pela repressão política na segunda metade dos anos 1960 e durante a década de 1970 - por exemplo).

E ainda podemos referir a reforma e a restauração de museus (como a Pinacoteca, Museu de Arte Sacra), igrejas (como a de São Cristóvão), lojas (como a do Mappin Extra), instalação de shopping-centers em antigos prédios de escritório reformados (como o Shopping Light), instalação de novos equipamentos de lazer, na região.  

Mas ainda se dá um grande vazio na efetiva consolidação do processo de revitalização, de geração e aproveitamento de novas alternativas de lazer.

Os  planos de revitalização do centro antigo de São Paulo não têm sido muito bem sucedidos.   Se caracterizam muito mais como planos urbanísticos e de intervenções materiais e visuais apenas. 

Não levam em conta efetivamente a necessidade de um esforço interdisciplinar,  não têm considerado efetivamente os aspectos humanos e comportamentais, de mercado e negócios, de manifestações culturais contínuos na região e não apenas eventuais.

Esses planos deveriam utilizar também outras técnicas, como as do marketing, analisando adequadamente as atividades que também devem ser revitalizadas e também promovidas, divulgadas, como as de lazer.  

 

5. Contabilidade Aplicada. Produção acadêmica, com 

contrato com Editora. 2019.